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4 de out de 2012




OPERAÇÃO PRATO (PARTE II)


Assombrações luminosas na selva - O terror vivido pelas populações ribeirinhas do Norte do Brasil ainda não teve explicação e tampouco cessou após a realização da Operação Prato.



A Baía do Sol foi palco do avist
amento de OSNIs (Objetos Subaquáticos Não Identificados) por diversas

pessoas. Segundo consta, o Sargento Flávio, da Operação Prato, chegou a filmar um desses objetos.


“Fui pressionada pela Aeronáutica a convencer as pessoas atingidas pelas luzes conhecidas por chupa-chupa de que elas estavam sendo vítimas de uma alucinação coletiva e que aquilo que elas viram nunca existiu”, afirmou a médica Wellaide Cecim Carvalho em sua arrebatadora entrevista ao jornal O Liberal (Belém/PA). A médica se refere às vítimas do fenômeno que na década de 70 pairou sobre algumas localidades paraenses, dentre elas, Colares, Vigia, Santo Antônio do Tauá, Mosqueiro e na Baía do Sol. O ápice dos ataques de luzes desconhecidas à população ribeirinha em alguns municípios paraenses se deu maciçamente a partir de meados de 1977 até parte de 1978. Naquela época, a médica Wellaide Cecim Carvalho era a diretora da Unidade Sanitária de Colares, local em que, segundo alguns pesquisadores, era o epicentro dos acontecimentos. Wellaide medicou cerca de 80 pessoas atingidas pela luz misteriosa, que era chamada naquela época de “chupa-chupa”, ou somente Chupa.



Doutora Wellaide



Segundo a descrição contida em dezenas de depoimentos colhidos por diversos pesquisadores junto à população onde ocorreram tais incidentes, o Chupa, se tratava de uma luz de pequenas dimensões, que “voava” a poucos metros acima do solo. Alguns populares acreditavam se tratar de um tipo de animal; outros, que fosse alma penada; outros que fossem máquina... De fato, não havia e nem há, até o momento, nenhuma explicação cientificamente plausível para o Chupa. O ataque dessa “luz inteligente” consistia em arremessar sobre as vítimas, um filamento luminoso, geralmente de cor azulada, pelo o qual ela “picava” a pele da pessoa, deixando três pequenos furos. Supõe-se que por seu “canudo luminoso”, o Chupa sugasse amostras do sangue das vítimas – sendo que, cerca de 80% das ocorrências se davam em mulheres, geralmente jovens. A vítima, após um ataque da “luz vampira” (como era também chamada) passava a sentir os sintomas da anemia. A Drª Wellaide descobriu que as pessoas atingidas pelas luzes perdiam hemácias. “E quando observei que perdiam sangue, isso foi em função de uma pesquisa que eu fiz para saber porque as pessoas eram acometidas de extrema astenia, apatia e até inapetência, porque não podiam andar. Fiz inúmeros relatórios para o então secretário de Saúde na época, o Dr. Manoel Ayres”, disse a médica ao jornal O Liberal.



O local da pele lesado pelo contato da luz era tratado clinicamente como se trata uma queimadura, porém não consistia em uma queimadura comum. Sobre isso, afirmou a médica Wellaide em sua entrevista: “Quem teve contato com as primeiras pessoas ‘agredidas’ pelo fenômeno chupa-chupa fui eu. Apesar de na época ter 22 anos de idade e de ser extremamente cética, comecei a perceber alterações inexplicáveis para a Medicina. As queimaduras na pele das vítimas eram geralmente no pescoço e no hemitórax, acompanhadas de dois pequenos furos paralelos, como se fossem mordidinhas, mas que na realidade não eram”. Segundo a médica, “qualquer pessoa, e não precisa ser médico para saber que uma queimadura só apresenta necrose da pele após 96 horas. Só que as queimaduras das vítimas das luzes apresentavam necrose da pele imediata, cinco minutos após o acontecido”. Seu superior imediato era o médico Dr. Luiz Flávio Figueiredo de Lima que segundo a médica, proibiu-lhe de comentar ou tornar públicas as ocorrências envolvendo os casos por ela tratados.



Comprovada vítima do Chupa pesquisada pela OP.



'As autoridades militares queriam que ela convencesse as populações
que aquelas ocorrências se tratavam de delírio coletivo' 



A Drª Wellaide afirmou que após 60 dias de ocorrências diárias (naquele período, envolvendo acima de 120 casos/dia), ela começou a produzir relatórios para a coordenação da Secretaria Executiva de Saúde (Sespa). Porém, conforme informou ao periódico paraense, foi proibida pela Sespa de admitir que algo de estranho estivesse ocorrendo. Ordens de silêncio e acobertamento pairaram sobre a profissional da Saúde, que pessoalmente, diz ter chegado a presenciar, a pouca distância, alguns fenômenos bastante inusitados, relacionados à ação dos UFOs naquela região. Ao ser perguntada sobre a origem daquelas luzes, a médica respondeu, “eles (os seres que pilotavam os objetos luminosos) não poderiam ser russos, porque por mais avançada que fosse a tecnologia que os russos tivessem na época, ninguém seria capaz de produzir queimaduras num ser humano daquela forma”.



'Histeria coletiva'



Segundo a médica, a Força Aérea Brasileira (FAB) estaria taxando os casos de “histeria coletiva”, o que para ela, jamais poderia se tratar de fato, haja vista a quantidade de relatos idênticos e pessoas que receberam tratamento clínico. Para ela “ninguém pode ter o mesmo delírio, a mesma alucinação visual, auditiva ou senestésica, ao mesmo tempo e em locais diferentes”.



A médica afirma ter se sentido altamente magoada com o fato de que, “com 22 anos de idade e ser diretora da Unidade Sanitária, ter pessoas na minha frente que precisavam ser pesquisadas, para se saber porque estavam inapetentes e porque não conseguiam andar ou falar. Procurar no arquivo os últimos exames realizados de hemograma e comparar com o atual, para descobrir por que eles estavam com baixíssimas taxas de hemácias e baixíssimas taxas de hemoglobina. A característica é que nenhum objeto pode causar necrose de pele por queimadura tão imediata. O terceiro fator é a alopécia, que é a queda definitiva e a impossibilidade de nascimento de pelos por toda a vida. As pessoas atingidas nunca mais tiveram pelos nascidos no local das queimaduras”, afirmou.



Segundo disse, as autoridades militares queriam que ela convencesse as populações que aquelas ocorrências se tratavam de delírio coletivo. A médica disse ter negado veementemente a prestar tal serviço.



Arredores de Belém, capital do Estado do Pará, Brasil, ano de 1977: diversos vilarejos e pequenos arraiais pesqueiros davam o alarme sobre os ataques desconhecidos recebidos pela população. Além dos ataques do Chupa, outros casos envolvendo passagens bizarras também eram narrados pela população. O medo era tanto que as pessoas se trancafiavam dentro de suas próprias casas logo ao cair da noite. Os casos de ataques por parte dos objetos luminosos eram fartos e corriam por diversas localidades. A Baía do Sol, situada na Ilha do Mosqueiro, era um local sistematicamente citado por pessoas que viram diversos objetos estranhos, de dimensões diversificadas, incluindo fartos casos envolvendo avistamentos de OSNIs (Objeto Subaquático Não Identificado), entrando ou saindo das águas naquelas imediações.



O Chupacabras e o 'Chupa'



Surgiram diversos casos dando conta de que a situação se encontrava fora de controle: havia também, uma espécie de luz - narrada por diversas testemunhas - que tornava invisíveis tetos, paredes de casas, veículos e demais objetos sólidos. Assim, quem dirigia tal aparato poderia vislumbrar detalhes no interior das casas e até atacar as pessoas, causando-lhes geralmente queimaduras cutâneas. Outras fatalidades se somavam ao caos vivido pela população local: fantásticos casos surgiam, dando conta de que UFOs tentavam sugar pessoas através de um intenso tubo de luz; perseguiam caboclos em desabalada carreira pelas matas; seres e pessoas estranhas jamais avistadas anteriormente por aquelas paragens e tantas outras histórias engrossam o registro da casuística daquela região à época. E diversos desses casos foram relacionados por alguns pesquisadores brasileiros aos posteriores e fartos casos do fenômeno chamado de Chupacabras, que teria sido entendido como um predador desconhecido que atacou animais nas regiões Norte e Nordeste do Brasil (entre outras), além de supostamente ter agido em algumas regiões do México e de países da América Central.



'Este predador não causa dano algum à erva da Terra,
nem a qualquer coisa verde e nem a árvore alguma.
Tão somente ao Reino Animal, incluindo o homem'



O fenômeno Chupacabras geralmente atacava animais campestres, possivelmente de forma clínica, parecendo em diversos casos, hipnotizar a vítima – que geralmente era morta com furos precisamente cirúrgicos, salvo casos de mutilação violenta – para se apoderar de seu corpo e assim, obter determinado órgão ou material genético. Não há registros que evidenciem, de forma proba, ataques do Chupacabras a seres humanos - ou seja, "ele" só existe para os animais! Isso nos induz a pensar que ambos (o Chupa e Chupacabras) pudessem se tratar de um mesmo fenômeno, porém, quando atribuído aos ataques a animais, o Chupa (que ataca exclusivamente seres humanos), estar-se-ia sendo chamado de Chupacabras, numa alusão a um predador exclusivo de animais.



Desta forma, a mitificação das verdadeiras ocorrências pelo imaginário popular, entenderia o Chupacabras não como uma máquina voadora portadora de uma tecnologia indescritível (como nos remete as lembranças do Chupa), mas sim, a algum tipo de animal desconhecido, com presas avantajadas “e peludo”, autêntico predador de animais de pastoreio ou de cativeiro. Como, nem luz, nem animal algum foi testemunhado durante os ataques do Chupacabras aos rebanhos, supõe-se que, de forma geral, este se trate de uma espécie desconhecida de predador selvagem.




Ovelhas mortas em Ortigueira/PR: 66 animais foram
encontrados misteriosamente amontoados no aprisco.
Este caso se deu em 1997, porém, outros semelhantes
ocorreram em diversos Estados brasileiros no passado.



Alguns pesquisadores – tanto os do Chupa, quanto os do Chupacabras – defendem que as vítimas – tanto animais, quanto humanas – poderiam ter sofrido organicamente, algum tipo de efeito eletromagnético (EM) ou da ação de microondas, supostamente emitidas através dos feixes de luzes desconhecidas utilizados nas manobras de ataques. Alguns pesquisadores apontam que, em determinados casos foram comprovadas alterações fisiológicas causadas por extensa exposição a uma fonte radioativa. Alguns defendem também a utilização de raios paralisantes.



O pesquisador e autor paranaense Carlos Alberto Machado, que investigou diversos casos envolvendo supostas ações do Chupacabras, em seu livro Olhos de Dragão (Cipex, 2001), entrevistou o criptozoólogo e ufologista Fernando Grossman, abordando sobre uma suposta tática de ataque do Chupacabras. Em determinada parte de sua resposta, Grossman afirmou que, “quanto aos ultra-sons e microondas pulsantes, por enquanto isto é mera especulação. Fazendo analogia com a fenomenologia Chupa-chupa, há relatos de ataques contra seres humanos. Todavia, este predador não causa dano algum à erva da Terra, nem a qualquer coisa verde e nem a árvore alguma. Tão somente ao Reino Animal, incluindo o homem”.



O decano da Ufologia brasileira Fernando Grossman foi membro ativo do Grupo de Pesquisas Extraterrestres (APEX), sendo autor da Teoria Gótica na Ufologia. Para ele a espécie humana estaria sendo criada, manipulada e devorada por uma espécie superior. A Teoria Gótica de Grossman vem justificar diversas ocorrências de cunho ufológico, inclusive, os casos em que figuram predadores entendidos popularmente como seres lendários e mitológicos, geralmente associados às feras da fauna terrestre.



Histórias e pesquisas



Mas de fato, em 1977, algo realmente nocivo ao ser humano estava ocorrendo naquelas ermas localidades da região Norte do Brasil e, certamente, envolvia uma tecnologia completamente desconhecida e poderosa. As notícias dando conta de ataques a seres humanos saltaram do Pará até outros Estados do Brasil e diversos pesquisadores da Ufologia atentaram àquela fenomenologia. Até então, não havia registros alarmantes – salvo algumas localidades isoladas das regiões Norte/Nordeste - e declarados acerca de ataques por parte de UFOs e seus periféricos às pessoas. Com tantas histórias sendo registradas, era bem provável que extra-oficialmente, órgãos de inteligência do governo brasileiro na Ditadura Militar já estariam investigando, ou mesmo sabendo do que se tratavam aquelas anomalias reportadas pelos povos ribeirinhos. No entanto, nenhuma explicação fora dada às populações e, conforme colocou a médica Wellaide Cecim, parecia acontecer o contrário: as autoridades pediam silêncio dos profissionais que trabalhavam ou tinham envolvimentos com tais ocorrências.



Os fenômenos luminosos nocivos, além de se mostrarem evidentes nos afluentes do rio Tapajós, Estado do Pará, também foram registrados em diversos outros Estados do Brasil, tais como, Amazônia, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba, Ceará, Pernambuco, Piauí, Alagoas, entre outros.



Alguns casos se estendiam até o sertão baiano e, esporadicamente, continuam a acorrer atualmente de forma mais comedida em todas estas regiões.



Os estranhos casos de ataques a mamíferos e ovíparos também vieram à tona e, cronologicamente, teve seu ápice alguns anos mais tarde (a partir de meados dos anos 80 ao longo dos anos 90) registrando ocorrências em países sul-americanos, sobretudo, no Brasil.



Arredores de Belém, capital do Pará: rio Tapajós e alguns dos locais de maior incidência de ataques luminosos._



'Raios de luz perfuravam os tijolos do teto como se eles não existissem,e queimavam as pessoas lá dentro'



Entre os pesquisadores que mais se dedicaram ao assunto, do Paraná o presidente da Sociedade Paranaense de Ufologia, o biomédico, ufólogo e filósofo Daniel Rebisso Giese, partiu para pesquisar os casos do Pará. Vindo mais tarde a fixar residência na capital Belém e a escrever o livro Vampiros e Extraterrestres na Amazônia. Diversos outros pesquisadores brasileiros também puderam pesquisar, (alguns mesmo à distância) as estranhas ocorrências do Norte. O assunto se alastrou para o exterior e o jornalista e pesquisador norte-americano Bob Pratt, que já havia estado no Brasil pesquisando UFOs desde 1975, investigou de forma minuciosa alguns dos inexplicáveis casos de ataque das luzes. Bob Pratt publicou mais tarde o livro Perigo Alienígena no Brasil - Perseguições, Terror e Morte no Nordeste (CBPDV - Biblioteca UFO), onde traz grande parte de suas pesquisas e inúmeros casos registrados junto à população local.



Bob Pratt



Em recente entrevista nos concedida via Internet, o pesquisador norte-americano Bob Pratt (www.bobprat.org), um dos homens mais estudados na questão ufológica do Norte do Brasil, ponderou sobre alguns detalhes operacionais da Operação Prato.



Através de suas diversas visitas ao Brasil para pesquisar UFOs, Pratt cultivou uma legião de amigos que o agraciou com o título de "Ufólogo Honorário do Brasil”, criando também laços de amizade pessoal com o coronel Uyrangê Hollanda, comandante da Operação Prato.



Naquela época, voando ao lado dos militares Hollanda e Flávio Costa, Bob Pratt percorreu algumas localidades distantes de Belém, como Santarém e Óbidos.



O pesquisador entrevistou populações regionais em busca de informações da casuística ufológica da região Norte.



Livro de Bob Pratt lançado pelo
CBPDV/Biblioteca UFO.



Falando-nos sobre aquela intensa onda ufológica, Bob Pratt descreveu sobre a situação vivida pelas pessoas naquela época, “uns ficaram paralisados, alguns queimados ao tentar fugir, outros foram perseguidos e os UFOs continuaram a procurá-los mesmo após terem se escondido. Também, algumas vezes, as vítimas foram abduzidas. As pessoas não estavam seguras nem mesmo dentro de suas casas. Raios de luz perfuravam os tijolos do teto como se eles não existissem, e queimavam as pessoas lá dentro. Isso aconteceu em Colares e possivelmente em outros vilarejos próximos, durante a onda de UFOs que assolou o norte do país entre 1977 e 78, e que foi investigada por agentes da Força Aérea Brasileira (FAB)”.



A Operação Prato



No ápice do desespero coletivo as autoridades políticas e eclesiásticas da região buscando atender aos pedidos populares pediram a FAB que investigasse aquelas ocorrências. O pedido oficial partiu do prefeito e do padre de Colares, respectivamente, Alfredo Ribeiro Bastos e o médico Alfredo de La Ó (que presenciou, por pelo menos uma vez, incrível manobra de um UFO). Eles solicitaram a presença da Aeronáutica para investigar as ocorrências citadas pelos populares, sobretudo, dado ao fato de envolverem objetos voadores na região. O comandante do I COMAR (Comando Aéreo Regional), brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira criou então uma junta investigativa que deveria percorrer em missão secreta, alguns dos diversos locais por onde sabidamente, registraram-se ocorrências de ataques das luzes.



'A Operação Prato, realizada de setembro a dezembro de 1977,
culminou por registrar magníficas manobras de objetos voadores
não identificados de variados modelos e dimensões'



O coronel Camilo Ferraz de Barros, chefe da Segunda Seção do I COMAR, nomeou como comandante da mesma, o coronel Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima, experiente militar formado pela academia da FAB e que já havia enfrentado missões na selva, conhecendo sobremaneira toda aquela região. Hollanda, que era chefe do Serviço de Operações Especiais de Selva da FAB, por sua vez, recebeu uma pasta com alguns documentos acerca das ocorrências que deveria pesquisar de perto. Provavelmente, alguns destes documentos seriam dados obtidos através do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (SIOANI), uma espécie de relatório elaborado entre todos os comandos aéreos da FAB, com o intuito de reportar constatações de objetos voadores não identificados. Hollanda intitulou aquela manobra militar de Operação Prato, usando a palavra prato - conforme declarou alguns anos mais tarde -, numa clara alusão aos discos voadores – que geralmente têm formatos de pratos sobrepostos. Ao lado de mais cinco agentes militares do I COMAR, o coronel Hollanda durante mais de quatro meses realizou diversas pesquisas e registros naquela região.



Uyrangê tinha um irmão que residia em Colares e cedeu uma casa para ele e sua equipe se instalarem. Na equipe de Hollanda estava um experiente militar, o sargento João Flávio de Freitas Costa que desempenhava múltiplas funções, entre elas as de fotógrafo e desenhista. Flávio foi o responsável pela estratégia da operação, ficando sob suas responsabilidades todos os mapas da expedição. O sargento foi autor de todas as ilustrações da Operação Prato – sobretudo, algumas que incluem seres e naves.



Posteriormente, através de nossas pesquisas, descobrimos que Flávio teria cursado – além da Escola Militar da FAB – a “Escola das Américas” (School of Arts - SOA), academia militarista norte-americana, famosa por empregar técnicas de torturas e pelas supostas ligações à CIA. Consta que em 1967, João Flávio de Freitas Costa – que falava inglês fluentemente - teria cursado Counterintelligence (Contra-inteligência) na SOA.



Coronel Uyrangê Hollanda em 1997..




Esta informação veio à tona através de um acordo firmado entre a Ong brasileira “Tortura Nunca Mais” com a School of Arts - Watching (SOAW) - entidade que atua como uma espécie de ouvidoria da SOA. No portal da SOAW encontra-se uma relação citando outros militares brasileiros, além de Flávio, que também cursaram a School of Arts durante o período da repressão militar no Brasil. A lista encontra-se hospedada emhttp://www.soaw.org/new/article.php?id=233.



Após algumas pesquisas, sobretudo, após a iniciação da Operação Trilha, descobrimos outras informações interessantes e jamais divulgadas. Entre elas, a de que a Operação Prato contou com o apoio de dois helicópteros da FAB, sendo um deles, pilotado pelo próprio coronel Camilo Ferraz de Barros, superior imediato de Hollanda. Além disso, a operação contou também com a contratação, por algumas oportunidades, dos serviços aéreos prestados pelo piloto da aviação civil Ubiratan Pinon Friás, que executou em seu avião particular, diversos vôos de reconhecimento por sobre alguns locais onde a Operação Prato montaria seus acampamentos para observações e vigílias. O experiente piloto Pinon falou conosco (em breve traremos matéria exclusiva), através do parceiro Vitório Peret e abordou algumas lembranças e experiências daqueles tempos estranhos envolvendo a “Questão Prato” e os fantásticos acontecimentos luminosos ocorridos na região Norte.




A Operação Prato, executada de setembro a dezembro de 1977 pela Força Aérea Brasileira, culminou por registrar magníficas manobras de objetos voadores não identificados de variados modelos e dimensões. Além disso, foram produzidos diversos relatórios diários, mapas, reconstituições de casos em desenhos, muitas dezenas de entrevistas com vítimas dos ataques luminosos ou com testemunhas de avistamentos e contatos ufológicos.




A equipe de campo foi composta por seis homens, sendo que havia um monitoramento das operações, através do A2, departamento de inteligência do I COMAR, em Belém.



Segundo declarou o coronel Hollanda em entrevista para a revista UFO em suas edições nºs 56 e 57, de 1997, a Operação Prato produziu um farto documentário composto por dezenas de filmagens em Super 8 e mais de 500 fotografias mostrando ações de objetos cientificamente inexplicáveis. Quase todo este material foi incorporado a um relatório contendo cerca de 250 páginas, o qual se encontra em poder da FAB e jamais foi divulgado oficialmente. Parte deste material foi enviada junto com o relatório da operação ao COMDABRA em Brasília e outra parte foi arquivada pelo I COMAR, segundo informou o coronel Hollanda, posteriormente.



Fonte das manifestações



Contudo, apesar do farto material que registra as ocorrências insólitas no Pará, nenhum veredicto final foi dado, por quem quer que seja, com o intuito de definir a conclusiva natureza destas questões.



Nem mesmo a Operação Prato e seus idealizadores se pronunciaram oficialmente a respeito da origem de tais manifestações, que continuam, portanto, inexplicáveis.



Não foi dada pelas autoridades militares - chamadas em socorro à população -, nenhuma explicação oficial aos queixosos e aos povos daquela região.



O máximo que se fez foi, extra-oficialmente declararem os fenômenos como uma “coisa de outro mundo”, como se esta fosse a consumação final para fatos tidos como insólitos.



Objeto flagrado pela Operação Prato na Baía do Sol.
O próprio coronel Hollanda, 20 anos depois, emitiu seu parecer sobre os “causadores” daqueles fenômenos, “quem são, por exemplo, ninguém sabe. Talvez quem esteja mais avançado sejam os americanos, os russos. De onde vêm? Não há resposta. O que eles querem? Também não sabemos. São as três questões feitas e que ninguém pode responder – o que desmoraliza a Força Aérea e o Governo Brasileiro”, afirmou.



A maioria dos estudantes e pesquisadores da Operação Prato acredita piamente que os casos registrados se tratem da interatividade de inteligências alienígenas extraterrestres com a população (e possivelmente, com a riqueza natural) daquela região. A razão maior para se crer nesta hipótese, se dá ao fato de que, por se desconhecer tecnologia tão aguçada na face da Terra, tais manifestações só podem ser oriundas de outro mundo.



'Determinados pesquisadores defendem a possibilidade de que as manifestações
do Norte se tratem de experiências armamentistas clandestinas,
promovidas por grupos poderosos ou potentes nações terrestres'



Em verdade, comparativamente (e respeitosamente), este deve ser o mesmo pensamento de qualquer tribo aborígine da Terra, a qual vivesse completamente isolada da “civilização condicionada” e que, num certo dia, recebesse a visita de um simples helicóptero. Aqueles nativos pensariam, logicamente, que tal aparato e os seres que dele saíssem, proveriam de um outro mundo, pois aquilo não seria obra da natureza de seu mundo. Isto se daria naturalmente, como já se deu e foi comprovado de forma prática, por vezes, através das experiências de inúmeras tribos indígenas que um dia mantiveram contato com a sociedade civilizada. Ou seja, da forma mais natural possível, a ignorância e o desconhecimento fazem com que o homem venha a supor - segundo suas crenças -, em vez de concluir a verdade.




Por outro lado, determinados pesquisadores defendem a possibilidade de que as manifestações do Norte se tratem de experiências armamentistas clandestinas, promovidas por grupos poderosos ou potentes nações terrestres ou mesmo ações de espionagem acerca dos ricos mananciais regionais, sejam hidrominerais, botânicos e até mesmo do reino animal e “hominal”. Desta forma, dentro da Teoria Terrestre (TT), os diversos objetos voadores que transitavam nos céus, ou pelos leitos dos rios e no Oceano Atlântico naquela região, poderiam se tratar - segundo tais pesquisadores vanguardistas -, de aeronaves terrestres secretas, equipadas com desconhecida tecnologia, não revelada publicamente. Para esta ala de pesquisadores, tais veículos teriam sido construídos com uma aerodinâmica perfeita para navegar seja sob as águas ou pelo espaço atmosférico terrestre. Estes veículos voadores trariam sistemas de propulsão fora do convencional, obtendo total controle sobre a gravidade planetária e daí surgiriam as incríveis manobras voadoras fartamente descritas.



UFO luminoso registrado em foto pela OP.-
Justificar-se-ia, dentro desta linha de pesquisa da TT, os diversos casos, envolvendo: periféricos "teleguiados", luzes e raios paralisantes; luzes que neutralizam a gravidade; luzes que tornam transparentes os objetos sólidos; manobras aéreas “humanamente” inexplicáveis; e, tantas outras situações incríveis, chegando algumas, a beirar o bizarro quando narradas por seus protagonistas. Nisso tudo, inclui-se ainda uma revisão de alguns casos de abduções, que poderiam estar sendo executadas por seres humanos (passando-se por extraterrestres) com o intuito de se estudar as particularidades genéticas da população de uma determinada região. Também dentro de uma visão mais “conspiracionista” e fora do tradicional, há quem diga que o Chupa seria de fato um potente armamento voador, inteligentemente guiado e que teria capacidade de colher amostras materiais de origem animal, mineral, vegetal ou outras, para posterior análise e/ou utilização. Contudo, até então, não há nada que de fato venha sustentar a veracidade de tais afirmações que, em verdade parecem pertencer ao reino das ficções – assim como toda tecnologia desconhecida para o sujeito ignorante.



Hollanda falou



O coronel Hollanda era um crente convicto da Teoria Extraterrestre (TET) para explicar os casos da Operação Prato. Em sua entrevista concedida exatamente 20 anos depois da Operação Prato e cinco anos depois de reformado pela FAB, afirmou acreditar que aqueles objetos só poderiam se tratarem de engenhos pilotados por seres inteligentes vindos do espaço, haja vista desconhecer a existência de tais tecnologias em poder de alguma nação terrestre. O coronel descreveu aos seus entrevistadores, cenas insólitas vividas por ele e equipe durante sua missão na selva amazônica, como o incrível bailar aéreo de aeronaves fora do convencional debaixo de uma forte chuva torrencial na região. O coronel descreveu também, o seu encontro, a poucos metros, frente a uma nave “do tamanho de um prédio de 20 andares” e diversos outros encontros com aquelas luzes de todos os calibres que chegaram ao cume de se aproximavam a poucos metros da equipe da Operação Prato, como se soubessem o que aqueles homens estavam fazendo ali.



Segundo contou Hollanda, em certa oportunidade, dois agentes do SNI (extinto Serviço Nacional de Informação, da Ditadura Militar no governo do General Ernesto Geisel), fora de serviço, como disse o coronel, também presenciaram, com a equipe, as manobras de um objeto preto em formato discóide com cerca de 30m de diâmetro, que pairou sobre todos eles. O estranho objeto pulsava luzes de forma ordenada e pôde ser contemplado por diversos minutos. Segundo o coronel, este foi um dos mais fantásticos avistamentos que presenciou.



O coronel alega não ter mantido contato com nenhuma espécie de seres alienígenas, no entanto, alguns pesquisadores alegam que há possibilidade de que ele e alguns membros de sua equipe, inconscientemente, possam ter passado por algum processo de abdução ou até mesmo, na possibilidade de terem sido “implantados”.




Local da Baía do Sol onde foram avistados diversos OSNIs, inclusive,
um deles teria sido filmado pelos agentes da Operação Prato.



Afinal, para quem estuda tais assuntos é notório que, por se tratar de incidentes envolvendo manifestações desconhecidas e até “sobrenaturais” do ponto de vista cartesiano, quaisquer hipóteses poderiam ser aplicáveis, haja vista que a equipe de Hollanda se dirigiu diretamente ao seio daqueles fenômenos.



Era espantosa a diversidade dos objetos voadores de maiores dimensões, além de seus periféricos, menores. Tal diversidade se dava tanto quanto aos formatos anatômicos, manobras e dimensões; quanto em seus “comportamentos” diante das testemunhas – ora repulsivos, ora impulsivos. Em sua entrevista, o coronel contou que, “chegamos a verificar pelo menos nove formas de UFOs. Conseguimos determiná-las e classificá-las. Algumas eram sondas, outras naves grandes das quais saíam objetos menores. Filmamos tudo isso, inclusive as naves pequenas voltando ao interior de suas naves-mãe, as maiores. Tudo foi muito bem documentado!”.



'É de se estranhar que, experientes militares tenham partido para uma missão de perigo na selva,
podendo ter contato com objetos e seres de natureza desconhecida, sem levarem consigo nenhuma arma'



Em sua entrevista, o coronel afirmou que explicava às pessoas para que não reagissem violentamente às estranhas luzes – sobretudo, atirando. Na região Norte e no Nordeste, foram comprovados alguns tristes casos onde as vítimas reagiram - com tiros, ou por outros meios - à presença destas luzes e tiveram fortes conseqüências, chegando algumas a desenvolver seqüelas ou a falecer. Disse o coronel sobre a população local, “eles usavam fogos de artifício para avisar vizinhos e amigos sobre a chegada do chupa-chupa. E muito freqüentemente apontavam suas espingardas de caça para o alto e atiravam nos ovni’s. Nós constantemente dizíamos: não atirem, não atirem. Certa vez, uma luz muito forte foi focada em um homem em Colares. Um carpinteiro entre 50 e 60 anos de idade. Ele tomou seu rifle e mirou no disco. A luz o circundou e ele caiu ao chão, quase paralisado. O carpinteiro ficou se movendo fracamente durante 15 dias. No primeiro dia ficou abobalhado, podia ver, ouvir e falar, mas permaneceu estático por vários dias, dificilmente podendo se mover”, disse Hollanda a Revista UFO.



É necessário destacar que o coronel Hollanda declarou a Gevaerd e Petit que a Operação Prato partiu para a pesquisa em campo desses objetos desconhecidos sem portarem nenhum tipo de arma de fogo. É de se estranhar que, experientes militares tenham partido para uma missão de perigo na selva, podendo ter contato com objetos e seres de natureza desconhecida, sem levarem consigo nenhuma arma, sequer para se defenderem. Hollanda afirmou que sua equipe partiu desarmada e tão somente com os instrumentos de registro (filmadoras e câmeras fotográficas) e demais equipamentos básicos pra camping.



Revelação e morte



As revelações de Hollanda se mostravam acentuadamente aterradoras e deixaram caladas as autoridades brasileiras, que não declararam nada a respeito das colocações do militar aposentado – quaisquer comentários oficiais sequer foram feitos; nem que desmentisse ou que abonassem as falas do coronel. Após servir as Formas Armadas Brasileiras e depois vir a público prestar declarações acerca de um serviço, secreto à época, as declarações de Hollanda pareciam ter sido completamente ignoradas. Nem mesmo a sociedade brasileira, os jornalistas mais intelectualizados e os grandes veículos da imprensa atentaram a entender a grandiosidade do que estava sendo tornado público por Uyrangê Hollanda em sua entrevista. Poucos foram os veículos da imprensa que, naquele ano de 1997, se arriscou a tecer algum comentário sobre as declarações do coronel à Revista UFO, demonstrando compreender a seriedade e tamanha envergadura daquela questão tão impopular, mas, em verdade, de alto interesse da Segurança Nacional.



E, para a perplexidade geral, cerca de dois meses após conceder a citada entrevista a Gevaerd e Petit, veio à tona a notícia de que o coronel Hollanda teria sido encontrado morto por sua filha, em sua residência na Região dos Lagos, Estado do Rio de Janeiro. Sua morte por enforcamento deixou perplexo o público que acabara de acompanhar suas aterradoras declarações à imprensa ufológica. Alguns pesquisadores entraram em atritos ideológicos sobre a causa mortis de Hollanda, travando acirradas discussões nas páginas da Revista UFO e através de cartas, matérias em jornais e boletins que circularam entre os ufologistas brasileiros àquela época.



O então consultor da Revista UFO, o experiente ufologista argentino radicado na Bahia, Alberto Romero, defendia a hipótese de que o coronel teria sido assassinado; enquanto Marco Antônio Petit e Ademar José Gevaerd defendiam a hipótese do suicídio, alegando que Hollanda já tentara por outras vezes tal ato. Em declarações pessoais a este autor, Gevaerd disse acreditar piamente que o coronel “falou o que sabia" à Revista UFO, porque já estava tramando seu suicídio – há a informação de que Hollanda passou a mancar de uma perna, após tentativa de suicídio fracassada ao saltar de um prédio. O atrito entre Romero e Petit abalou a amizade entre ambos e, posteriormente, causou o desligamento de Romero do conselho editorial da Revista UFO.



Surgiram então diversas teorias e hipóteses para se justificar a morte de Uyrangê Hollanda. Assim como alguns pesquisadores acreditam que ele possa ter sido assassinado por ter “falado demais”, outra facção defende que o coronel não teria morrido (mas sim, trocado de identidade e mudado para fora do país) e que a Operação Prato tratar-se-ia de uma fraude para encobrir testes militares secretos. Os adeptos dessa teoria acreditam que testes secretos de “potências” terrestres envolvendo armas, veículos (voadores/subaquáticos), animais e até seres humanos foram executados na década de 70, no Brasil.



Sendo assim, Hollanda teria vindo a público afirmar a natureza extraterrestre daqueles fatos, a fim de distanciar a opinião pública do que seria a verdade dos fatos: o governo militarista brasileiro estava realizando testes de armamentos e equipamentos de tecnologia desconhecida, possivelmente em parceria com algum grupo ou nação mais desenvolvida ou consentindo tais realizações por terceiros.



Para tais pesquisadores, a FAB já estava informada - com larga antecedência à Operação Prato -, do que se tratavam os fenômenos ocorridos naquela região. Segundo esta linha de pesquisa, a Operação Prato teria por missão final, convencer a população ciente daquelas ocorrências de que, algo “extraterrestre” (e por isso, inexplicável) estava a ocorrer no Norte do Brasil e, para tanto, as entrevistas concedidas por Hollanda mais tarde à Revista UFO e ao pesquisador norte-americano Bob Pratt já “deveriam fazer parte do acobertamento”.



Teorias e conspirações à parte, sejam terrestres, extraterrestres ou mesmo intraterrestres, decerto algum tipo de inteligência desconhecida do público agiu notoriamente naquela região e, quiçá, não continue agindo em diversas outras partes do país, sem que estejamos percebendo. Por se tratar do uso de uma tecnologia avançada e desconhecida (conforme narram as centenas de casos registrados), seu poder encontra-se camuflado em si mesma, podendo ainda, tais manifestações terem se aperfeiçoado magistralmente nestes últimos 30 anos, podendo agora agir junto aos humanos de forma ainda mais sutil, refinada e imperceptível, beirando (ou interagindo) com nossos sonhos.

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