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2 de out de 2012


Mistérios nas Linhas de Nazca?


Edison Boaventura Júnior*,
Presidente do GUG – Grupo Ufológico de Guarujá
splash130 ufologia fortianismo ciencia No deserto cálido de Nazca, situado no Peru, um dos maiores enigmas arqueológicos da Humanidade aguarda uma resposta da Ciência!
Em uma área de aproximadamente 525 quilômetros quadrados e com datação entre 200 antes de Cristo e 800 depois de Cristo, centenas de desenhos sulcados no solo se transformam em enormes figuras geométricas, linhas retilíneas que seguem por quilômetros, espirais e diversos desenhos de animais estilizados e figuras humanas, medindo por vezes, centenas de metros nos levam aos seguintes questionamentos: Como e quem, há milhares de anos atrás, desenhou essas gigantescas figuras, se a única forma de visualizá-las perfeitamente seria a uma altitude de aproximadamente 300 metros? Quais eram as intenções desses geoglifos? Seria uma pista de aterrissagem extraterrestre?
Desde 1981, quando li pela primeira vez sobre estas misteriosas linhas associadas ao tema extraterrestre, por meio da obra do suíço Erich Von Däniken, o livro “Eram os Deuses Astronautas?”, fiquei intrigado e possuía grande vontade de visitar a localidade para constatações pessoais. Anos mais tarde, quando assisti ao filme sobre o livro de Däniken, aumentou minha curiosidade e decidi que um dia iria concretizar este sonho juvenil.
Em Dezembro de 2006, viajei para o Peru e visitei na ocasião várias cidades com sítios arqueológicos, como por exemplo, Lima, Paracas, Cuzco, Macchu Picchu, Arequipa e Nazca.
Partindo de Lima, distante 450 quilômetros, cheguei a Nazca, juntamente com minha companheira Margareth Orlandi, no final da tarde do dia 11 de dezembro, após 7 horas de viagem a bordo de um ônibus confortável da empresa “Cruz Del Sur”. Hospedamos-nos no Nazca Lines Hotel que curiosamente foi a moradia da pesquisadora que mais tempo dedicou em solucionar os mistérios das enigmáticas linhas, a alemã naturalizada peruana Maria Reiche. Nas dependências do hotel existia até um salão nobre com diplomas, retratos pessoais, fotos dos pictogramas e uma maquete com a disposição dos desenhos no deserto de Nazca, em memória da pesquisadora que faleceu em 08 de junho de 1998.
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Desenho do Colibri na planície de Nazca (Fonte: Arquivo GUG)
QUEM DESCOBRIU AS LINHAS DE NAZCA?
Em 1926, um famoso arqueólogo peruano chamado Toríbio Mejia Xespe, foi informado por camponeses sobre a presença das estranhas figuras traçadas sobre o solo desértico. Não deu muita importância na época e julgou tratar-se de estradas utilizadas pelos povos pré-incaicos em rituais religiosos.
Entretanto, há registros que estas linhas já eram conhecidas durante a época da conquista espanhola, pois figuram das crônicas de fins do século XVI de Luis de Monzón, fazendo menção que as linhas eram feitas pelos índios por causa dos Viracochas – grupo étnico minoritário descendente do mítico "homem-deus-viracocha" – que segundo a lenda veio dos céus.
Em 1941 tomou conhecimento dos desenhos o arqueólogo americano, da Universidade de Long Island, em Nova York, Dr. Paul Kosok, que ficou extasiado com as figuras e especialmente quando notou que determinado conjunto daquelas linhas formavam um pássaro em pleno vôo e disse: “Este é o maior livro astronômico do Mundo”.
Kosok regressou em 1946 ao seu País e sugeriu à sua assistente, Maria Reiche, que se mudasse para o Peru e continuasse a estudar aqueles enigmáticos pictogramas. Durante toda a sua vida, Maria Reiche, dedicou-se àquele estudo e concluiu tratar-se de um imenso calendário astronômico, além de ser um calendário agrícola.
Em 1968, o polêmico livro de Erich Von Däniken e sua teoria que afirmava que as linhas eram sinais e pistas de aterrissagem para naves extraterrestres, transformou a cidade de Nazca em um centro de peregrinação turística, atraindo cientistas, ufólogos, esotéricos e visitantes de várias partes do Mundo.
O SOBREVÔO…
Na manhã do dia 12 de dezembro de 2006, eu e a Margareth nos dirigimos ao Aeroporto de Nazca, localizado a cerca de 4 quilômetros da cidade, com objetivo de fotografarmos um conjunto de figuras no deserto de Nazca, que foi considerado patrimônio mundial pela Unesco em 1994.
Neste tour foi utilizado um avião bimotor prefixo OB 1117, com capacidade para até 6 pessoas. O começo do sobrevôo foi divertido e emocionante, pois à medida que subíamos as linhas foram ganhando contornos mais definidos até transformar-se numa baleia, que foi a primeira figura a ser observada.
Para que todos pudessem ver os desenhos e não perdermos as fotografias, o piloto fazia primeiro uma manobra de 360º para a direita e depois outro para a esquerda. Os solavancos são inevitáveis e aos poucos sentimos um pouco de enjôo, enquanto observávamos triângulos, trapezóides, um macaco feito com uma única linha, medindo 90 metros.
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Desenho enigmático do ‘El Astronauta’ (Fonte: Arquivo GUG)
O mais enigmático foi o desenho com 30 metros de altura denominado de “El Astronauta”, localizado no topo de um pequeno morro, que eu fotografei só as pernas por causa da emoção. Entretanto, a Margareth conseguiu obter uma ótima imagem do “Astronauta” de corpo inteiro. Depois vislumbramos um cachorro, um condor, uma aranha com 46 metros, um belo beija-flor, um alcatraz de 300 metros, um papagaio, uma árvore ao lado de um grande lagarto e finalmente, passamos pelas figuras intituladas “as mãos”, antes de voltarmos ao aeroporto.
Apesar da turbulência, o visual incomum daqueles desenhos é compensador e confesso que me senti presenteado com aquele momento único da minha vida, já que eu completava 40 anos de idade naquele mesmo dia 12 de dezembro. Jamais me esquecerei da sensação de realizar aquele sonho de minha juventude.
MUITAS TEORIAS
Dezenas de hipóteses já foram formuladas para tentar desvendar os mistérios das linhas de Nazca. Contudo, até hoje não existe
uma só teoria que seja conclusiva. Vejamos abaixo 6 delas:
  1. Sinais e pistas de aterrissagem para extraterrestres: O suíço Erich Von Däniken, em seus dois livros, “Eram os Deuses Astronautas?”, de 1968 e “O Retorno dos Deuses”, de 1998, aborda esta teoria que motivou o crescimento do turismo na região e também de diversas especulações de que qualquer imagem mostrando um homem voador seria interpretada como um “deus astronauta”. Defendia ainda, que estes alienígenas visitaram Nazca em tempos imemoriais e que as pistas resultariam dos gases produzidos pelas turbinas das naves;
     
  2. Calendário astronômico e agrícola: Segundo o pesquisador Paul Kosok e a pesquisadora Dra. Maria Reiche, que dedicou sua vida inteira na resolução do enigma, concluiu que as figuras geométricas formariam um gigantesco calendário astronômico. As linhas constituem os solstícios, as posições e mudanças das estrelas. Sua teoria foi corroborada pelo astrônomo peruano Luis Mazzoti. Ela associou os signos do zodíaco a doze figuras conforme abaixo:
    - Signo de Sagitário (24/11 a 21/12): Colibri;
    - Signo de Capricórnio (22/12 a 20/01): Fragata;
    - Signo de Aquário (21/01 a 19/02): Raiz;
    - Signo de Peixes (20/02 a 20/03): Peixes;
    - Signo de Áries (21/03 a 20/04): Cachorro;
    - Signo de Touro (21/04 a 21/05): Mãos;
    - Signo de Gêmeos (22/05 a 21/06): Árvore;
    - Signo de Câncer (22/06 a 21/07): Lagarto;
    - Signo de Leão (22/07 a 23/08): Iguana;
    - Signo de Virgem (24/08 a 23/09): Aranha;
    - Signo de Libra (24/09 a 23/10): Condor;
    - Signo de Escorpião (24/10 a 23/11): Macaco.
     
  3. Estradas dos antigos Nazcas: Os astrônomos e antropólogos norte-americanos, Anthony Aveni, Gary Urton e Persis Clarkson dizem que as linhas retas mais longas seriam caminhos que conduzem aos lugares sagrados. Entretanto, até hoje não foram encontradas ruínas no final das linhas que corroborassem esta hipótese.
     
  4. Mensagem para os extraterrestres: Ufólogos especulam dizendo que tais símbolos seriam uma forma de mensagem para os “deuses extraterrestres”;
     
  5. Influência da astronomia Maia: O autor Gilbert de Jong encontrou similaridade entre as ruínas de Izapa, no Iucatã e os pictogramas de Nazca, o que poderia indicar esta influência.
     
  6. A Teoria do Dilúvio: O autor australiano Robert Bast, afirma que todas as formas animais representadas no deserto de Nazca seriam em memória aos animais desaparecidos no Dilúvio.
MAIS VESTÍGIOS NOS ARREDORES DE NAZCA
Durante nossa viagem, visitamos também os impressionantes Aquedutos de Cantayoc, situados a 4 quilômetros para o leste da cidade de Nazca e que foram feitos habilmente pelos “engenheiros” dessa primitiva cultura e ainda estão em atividade nos dias de hoje, propiciando o cultivo de algodão, batata, milho, feijão, etc. Tratava-se de uma grande rede de canais e aquedutos subterrâneos que captavam a água do alto das montanhas dos Andes para a irrigação do deserto, permitindo a subsistência daquele povo.
Próximo dali está o observatório do geoglifo do Tear de Cantayoc, também conhecido como “Complejo Textil”, que pode ser visto do topo de um pequeno morro. Aparentemente observamos a representação de uma agulha e de várias espirais que poderiam ser novelos de lã, além de uma figura geométrica de grandes dimensões similar a uma grade com vários quadrados no seu interior.
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Aquedutos de Cantayoc (Fonte: Arquivo GUG)
Também, visitamos o cemitério pré-incaico de Chauchilla, situado a 28 quilômetros para o sudeste da cidade. As pesquisas na região concluíram até o momento que existiram mais de 400 tumbas e mil cadáveres. Percorremos na ocasião 12 tumbas, onde são apreciadas as múmias de adultos e crianças além de alguns artefatos de cerâmica Nazca.
Durante a visita que foi realizada em companhia de um casal de turistas espanhóis, Juan Benito e sua esposa Marisol, perguntei ao funcionário público que tomava conta do lugar se havia casos de pessoas que já tinham avistado alguma luz estranha no local. Ele disse que pessoas comentavam que viam de vez em quando bolas de fogo azuis e vermelhas próximo do local e que isso poderia ser gás produzido pelas múmias enterradas no deserto. Sai dali com a seguinte dúvida: Múmias tão antigas e sob calor escaldante poderiam causar o fenômeno de fogo fátuo ou seriam um outro tipo de fenômeno?
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Candelabro de Paracas (Fonte: Arquivo GUG)
CANDELABRO DE PARACAS
A 120 quilômetros de Nazca está a Reserva Nacional de Paracas, onde estão localizadas as Ilhas Ballestas, habitada por uma grande variedade de espécies marinhas e mais de 200 tipos de aves migratórias, dentre os quais destacamos o grande pelicano peruano, gaivotas e o pingüim de Humboldt.
Partindo do Porto de Chako, após alguns minutos é possível chegar de barco às ilhas. Entretanto, durante o caminho observamos a estranha figura do “Candelabro”, também conhecido como “Tridente” ou “El Lustre”. Impressiona demais aquele desenho esculpido sobre uma duna ocre de areia na ponta Pejeney, na península de Paracas.
No dia 13 de dezembro fotografamos tal monumento com dimensões que variam de 183 metros de comprimento por 3,2 metros de largura e de 1 a 1,2 metros de profundidade nos braços e até hoje, ninguém sabe a verdadeira origem da gigantesca figura que curiosamente pode ser vista a 20 quilômetros da costa se o tempo estiver limpo.
Däniken afirmou que o candelabro apontava para Nazca e mostrava a direção para o interior, fazendo com que várias pessoas pensassem haver ligação entre aquela enorme figura e as linhas de Nazca. Entretanto, sabe-se hoje que na verdade o desenho aponta para a “Isla Blanca” que fica mais ao norte.
Outros estudiosos acreditam ser um sinal feito pelos antigos piratas e assim seria uma espécie de marco para orientá-los, poi
s havia muita neblina na região. Curioso é que o símbolo do “tridente” aparece em várias cerâmicas e mantas da civilização que viveu em Paracas, demonstrando haver uma ligação talvez ritualística e vinculada às crendices daquele povo.
Há muita especulação sobre o candelabro e talvez, jamais saberemos a real finalidade do mesmo…
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Figuras enigmáticas em Palpa (Fonte: Arquivo GUG)
LINHAS DE PALPA
Como um prolongamento das linhas encontradas em Nazca existe as linhas de Palpa que segundo os arqueólogos seriam os desenhos mais antigos encontrados e que se localizam entre os vales de Palpa e Rio Grande.
Com uma datação de 3000 anos, podem ser vistas esculpidas na planície estranhas figuras humanas, como por exemplo, um homem de chapéu, o desenho estilizado de um relógio solar, a estrela, a faca cerimonial e centenas de outras linhas que seguem em várias direções.
Como em Nazca, também em Palpa ficamos perplexos com o tamanho das figuras colossais e sua complexidade…
MINHAS CONCLUSÕES PESSOAIS
Sem sombra de dúvidas a cidade de Nazca foi sede de uma das mais notáveis culturas do Peru pré-incaico e hoje tenho plena convicção que foram os antigos índios que produziram tais desenhos, provavelmente com intenções rituais. Saliento que não era necessária muita tecnologia para os artistas do passado elaborar tais linhas, pois as mesmas foram produzidas retirando-se a capa superior de rochas e seixos vulcânicos na terra preto-amarronzada do deserto e aprofundando-se até 30 cm, deixando a mostra argila e areia amarela.
A região é uma das mais secas do planeta, pois raramente chove e não venta, preservando assim, os desenhos por todos estes anos. Apesar da simplicidade na realização das mesmas, é surpreendente a nitidez das linhas vistas do espaço. Veja no site “Earth Observatory – NASA”, uma imagem de Nazca num raio de 14 X 18 quilômetros tirada pelo satélite Aster, em 22 de dezembro de 2000. É incrível!
Entretanto, observadas do solo, estas linhas mais parecem buracos. Assim, no meu entendimento, a teoria de Däniken é totalmente descartável, pois além de ser impossível imaginar uma pista de pouso naquele lugar, é infantil imaginar que os supostos extraterrestres precisassem de pistas de aterrissagem para suas naves e tivessem motores com turbinas que causaram tais desenhos, como o suíço afirmou. Na verdade, Däniken manipula os dados para que se encaixem perfeitamente em suas teorias e subestima a inteligência dos povos primitivos e não considera a probabilidade de relação destes desenhos com a mitologia dos Nazcas.
O próprio Däniken em entrevista exclusiva para Alexander Thoele, do site Swissinfo, em março de 2005, demonstra que está voltando atrás em suas convicções, quanto às afirmações de que os extraterrestres construíram as pirâmides e que as formações em Nazca funcionariam como aeroporto de suas naves. Disse ele: “Isso é besteira, pois essas construções foram sempre obras de seres humanos! A pergunta que eu levanto é de outra natureza: eu gostaria de saber por que esses povos construíram templos gigantescos ou pirâmides. Se me respondem – foi por causa dos deuses – eu quero saber: que tipo de deuses?…”.
A teoria da Dra. Maria Reiche também possui algumas imperfeições, pois é ilógico pensar em um calendário astronômico de tamanho descomunal. Penso que seria mais sensato fazê-lo em proporções menores, pois alguns símbolos só podem ser visto a grande altura. Saliento ainda, que ela associou apenas 12 figuras aos signos do zodíaco, embora existam dezenas de outros desenhos que permanecem sem explicação ou correlação astronômica.
Essa teoria perdeu mais força quando no início de 2006, pesquisadores japoneses da Universidade de Yamagata anunciaram a descoberta de centenas de novas linhas no sul da planície de Nazca.
E a figura do “El Astronauta” o que significaria neste calendário astronômico proposto pela Dra. Reiche? Segunda ela mesma afirmou, não teria nenhuma ligação, pois seria um xamã estilizado, alguém importante para os Nazcas e com poderes mágicos que poderia adivinhar o Futuro. A pesquisadora afirmou várias vezes que para muitos dos pictogramas encontrados ainda não tinha uma explicação plausível.
Sobre a outra teoria de que as enigmáticas linhas fossem estradas dos Nazcas, penso que também é descartável, pois se fosse assim, haveria caminhos que não leva a qualquer lugar, ficam girando em círculos e acabam abruptamente. Enfim, esta hipótese é pouco provável.
Durante minha viagem ao Peru, observei que as cerâmicas e roupas dos Nazcas conservadas nos museus das localidades visitadas, apresentavam desenhos idênticos aos apresentados nas linhas de Nazca. Em adendo, informo que os Nazcas tinham aqueles símbolos como algo sagrado, pois chegaram a mumificar um macaco, um condor e um papagaio, animais estes que são encontradas nos pictogramas. Este fato me faz pensar que havia uma correlação religiosa e mágica, provavelmente relacionada com o culto a imortalidade.
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Edison mostra cerâmica Nazca (Fonte: Arquivo GUG)
Apesar de particularmente eu achar possível que os povos pré-incaicos e de outras regiões do mundo pudessem ter tido contato com possíveis tripulantes dos Objetos Voadores Não Identificados, me parece mais sensato interpretar as linhas do ponto de vista religioso. Talvez, um culto aos deuses que estavam nos céus. Este pensamento por si só já explicaria o porquê dos desenhos serem observados perfeitamente de certa altura, pois teriam sido feitos para os habitantes celestiais.
Esta teoria ganha força, pois o arqueólogo italiano Giuseppe Orefici, foi um dos pioneiros nas escavações de Cahuachi, que dista 28 quilômetros da cidade de Nazca, sendo que revelou ao Mundo recentemente a existência de 34 estruturas piramidais colossais e ficou comprovado que as edificações foram feitas pelo mesmo povo que traçou as linhas de Nazca no deserto.
As pesquisas em Cahuachi já duram mais de 20 anos e estão previstas para termi
nar em 2011. Até o momento, pode-se comparar que o estilo artístico encontrado em Cahuachi é absolutamente idêntico aos encontrados em Nazca. Ficou evidente ainda que os pictogramas de Nazca tivessem uma função exclusivamente cerimonial. Supõe-se que as linhas na planície de Nazca eram uma espécie de templo sem paredes, ao ar livre, onde se cultuavam os deuses e talvez, pedissem fertilidade nas colheitas. Assim, Cahuachi era o sítio cerimonial fechado e as linhas de Nazca eram o local aberto para o culto. Esta teoria é a mais provável e acredito que as respostas virão com o tempo.

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