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13 de out de 2012


Campinas-SP:A bordo de um disco voador

Este é um caso clássico da ufologia campineira, protagonizado pelo senhor José Florêncio em 1931,
cerca de 20 anos de se iniciar a chamada “era dos discos voadores”. Ele descreve com detalhes,
suposta viagem que teria feito a bordo de um veículo voador, pilotado por criaturas com feições humanas.
Por J. Carlos V. R. Júnior

Milhares de pessoas em todo o mundo garantem já ter passado por experiências de abdução por alienígenas.
O CASO DE JOSÉ FLORÊNCIO - O primeiro a pesquisar esse caso foi o saudoso jornalista e músico, Cataldo Bove. O senhor José Florêncio nasceu no dia 22 de setembro de 1923, na cidade de Vinhedo-SP, Brasil. No dia 27 de junho de 1.996, estive em sua residência, onde colhi o seu depoimento, que vem complementar as investigações já levantadas sobre este curioso caso ocorrido no interior paulista.
José Florêncio conta como se deu sua inesquecível experiência, ocorrida quando ele tinha de oito para nove anos de idade: “Hoje tem nome: rua Sampaio Peixoto, mas naquele tempo não tinha nome, porque aquele era um bairro que começava a se formar. Cruza com a rua dos Alecrins, no Cambuí. Foi em 1931, não posso precisar a hora, mas deve ter sido um sábado, porque o meu pai trabalhava na prefeitura e estava de folga. Era tempo de calor. Nós estávamos jogando bola de meia (meia cheia de papel), em frente ao cortiço de nome Barroquinha, na esquina, no meio da quadra da rua Sampaio Peixoto e rua dos Alecrins, era um beco, porque não tinha continuação. Joguei bola até umas 17h. Os colegas foram para o cortiço, chamado Barroquinha e eu fui para a chácara de Júlio Vitorino, a 50 metros da rua que estávamos jogando e que hoje é a rua dos Alecrins, em frente à Praça dos Municípios, eu morava na chácara de Júlio Vitorino”.
Naquele instante surgiu um objeto voador se aproximando e, segundo a testemunha, quando o objeto pousou perto dele, o vento fez sua camisa balançar. Conta ele, “Quando veio o aparelho, parou na altura de uns 60 centímetros do solo, desceu uma escadinha, tocou o chão. A escada tinha uns 60 centímetros de largura. O disco fazia o barulho de motor de geladeira: um ruído silencioso. Era cor de chumbo, escuro, fosco. Quando vi, já estava parando a um metro de mim. Quando pensei em correr a porta se abriu e rápido me apanharam. Uma pessoa me apanhou. Quando vi já estava na porta, a porta aberta, aberta para dentro do disco e tinha um de cada lado da porta, além do que estava comigo”.

'A porta, por dentro, era fechada por uma roda volante.
O comandante me conduziu até o buraco na parede'

CRIATURAS INTELIGENTES - Segundo Florêncio, os seres usavam trajes lisos e tentaram se comunicar por mímica, mas ele não entendia nada. Os únicos que tiraram o capacete foi o comandante e a mulher, os outros dois, permaneceram como guardas, ficaram dentro, também de capacete. “Aí, eu me pus a chorar, a gritar e fui conduzido à frente do aparelho onde tinha os painéis. Não tinha volante, tinha alavancas e bastante botões amarelos, verdes, vermelhos e roxos. Alguns piscavam, hora um, hora outro... Não eram todos. Em frente do painel tinha mais uma pessoa, era uma mulher e ela dirigia o aparelho. O que me pegou tirou o capacete, era um homem, acho que era o chefão, porque ele é que dava ordens. Ele usava uma touca de piscina e o capacete com antenas. Todos capacetes tinham antenas”, declarou.
José Florêncio disse que, “no sufoco”, não soube precisar outras coisas. Mas informou que eles conversaram entre si, em tom baixo, num idioma “tipo de língua alemão”, segundo informou. Sobre os tripulantes, ele relembra que, “As roupas de todos eram da cor verde-oliva cintilante, o capacete era de cor verde-oliva, as botas eram pretas e as luvas e roupas da cor verde-oliva cintilante. Perto dos painéis ela tirou o capacete e tocou o meu rosto, procurando me acalmar. Ela não tirou as luvas, ninguém tirou as luvas. Fui conduzido para um aparelho nos fundos, onde foram feitos os exames. No fundo da parede havia um buraco, tudo da mesma cor. Havia uma luz amarela em cima; calculo hoje, de uns 20 centímetros; não piscava; era ela que iluminava tudo dentro. A porta, por dentro, era fechada por uma roda volante. O comandante me conduziu até o buraco na parede”.

'Quando estava parado, o ruído era de geladeira, depois,
aumentou um pouco o volume, não era ruído violento'

INÍCIO DA DÉCADA DE 30 - Seu relato coincide com outros casos de abduções registrados pela literatura ufológica, lembrando que, este se passou em 1931, portanto, bem antes de iniciada a chamada “era dos discos voadores” (1948). Florêncio contou que, antes de ir ao dito “buraco” situado na parede interior do UFO, ele foi submetido a uma espécie de exame, conforme relatou, “tirei a camisa; o comandante desabotoou a camisa e eu a segure. E ele, com os ouvidos, examinou as costas, onde havia colocado uma toalha branca. Era como se fosse de seda, mas era branca. Examinou as costas, o peito, acho que é o coração, com os próprios ouvidos; os olhos, examinou com os dedos; a boca, abrindo a boca. Depois as mãos espalmadas, voltadas para cima; tocou nas mãos, com as suas mãos nas luvas. Arrumei a calça meia-cana, a camisa havia sido desabotoada e descida no próprio corpo; voltei a camisa e ele a abotoou. Ele me levou até o buraco na parede, entrei e ele estalou os dedos e fui preso pela testa e pela cintura, por faixas parecidas com cinturão de bombeiros. Eu me movia, mas não tinha como sair do local. Movia os braços e a cabeça e os pés, mas não tinha como sair”.
A testemunha pôde reparar também o desempenho do veículo voador, como afirma, “Depois que fui preso, o aparelho (o UFO em que se encontrava) começou a funcionar mais forte: o ruído aumentou. Quando estava parado, o ruído era de geladeira, depois, aumentou um pouco o volume, não era ruído violento. Aí, zarpou, para onde tem uma depuradora do Departamento de Água e Esgoto, passou por cima da depuradora, passou por cima da mangueira e foi para a olaria, ficava na ponta da rua Lopes Trovão, Taquaral, perto da linha da Mogiana (estrada de ferro). Olhei tudo isso pela janela. Depois ele subiu e comecei a ver o painel, uma espécie de televisão, mas não posso distinguir”.
Sobre a fisionomia e aparência dos tripulantes, pelos seus cálculos, a altura deles deveria ser em torno de 1,60m, pois Florêncio tinha cerca de 1,50m de altura e eles deveriam ter uns 10 centímetros a mais, segundo seus cálculos. A cor da pele era branca. Os olhos de todos eram azuis; cabelos aloirados - entre loiro claro e escuro; rosto afilado: começa largo em cima e vai afinando para baixo. Os olhos eram normais como os nossos; sobrancelhas, idem. A cor dos lábios e suas orelhas também eram normais. Reparou que os seres não tinham nenhum pêlo, tipo bigode. A boca era um pouquinho menor do que a nossa.

'O ‘chefe’ desceu a escada ao meu lado, pisou no chão; aí, ele estava com o capacete.
Os dois ficaram na porta, do lado de fora, na plataforma. A mulher ficou lá dentro'

DETALHES INTERESSANTES PARA A ÉPOCA - Pôde também observar as luzes do veículo, “À noite o disco estava todo iluminado: em cima tinha uma luzinha vermelha e nos lados, focos de luz, que acendiam e apagavam. Era de cor florescente, azuladas, tipo de um laser. Hoje eu sei, porque a gente vê por aí. As luzes azuladas piscavam todas ao mesmo tempo”, disse.
Durante sua experiência, observou também, o que deveria ser o abastecimento daquele estranho veículo voador, “Num certo momento, o comandante estalou os dedos e um dos que estavam de guarda, pegou o vasilhame que estava embutido na parede. Pegou o vasilhame, tudo sem rebite. O vasilhame era do tipo de um latão escuro, cor de chumbo. Levou-o até o centro do piso, puxou uma tampa, abriu o latão e despejou o líquido, cor de metal escuro: um líquido viscoso, como o nosso óleo diesel, mas só que quando ele corria, dava a impressão que era um metal que corria lá”, descreveu. Segundo ele, depois que foi colocado o líquido do tal vasilhame o veículo voou.

Sobre esse veículo, observou que o piso do mesmo era tipo xadrez metálico e o restante era cor de chumbo. Quanto aos impactos sofridos por ele durante a viagem a bordo do tal veículo voador, ele afirma que, “Não senti quase nenhum deslocamento: quando ele ia reto eu não sentia nada, quando ele virava eu sentia um pouco”.
Depois de vivenciar estes raros minutos de sua vida, Florêncio nos contou como foi trazido de volta, “O mesmo que me recolheu me devolveu. O ‘chefe’ desceu a escada ao meu lado, pisou no chão; aí, ele estava com o capacete. Os dois ficaram na porta, do lado de fora, na plataforma. A mulher ficou lá dentro. No chão, ele deu uns tapinhas no meu ombro, como quem diz: ‘Pode ir embora’. Aí eu fui andando. Eu tentei correr, mas me acalmei e fui andando. A luz ia iluminando o meu caminho. Depois que o comandante desceu comigo, ele andou até um metro da escada, subiu, foi para a plataforma, estalou os dedos, a escada se recolheu e não dava para saber de onde ela tinha saído... O ‘disco’ ficou parado e o foco de luz me acompanhou. Não sei de onde o foco de luz saía”.
'Meus pais estavam apavorados e queriam saber onde eu estava.
Contei que tinha andando dentro de uma coisa.
Meu pai me deu uns tapas no rosto, porque não acreditou.

O RETORNO - Relembra detalhes de seu retorno, “Calculo que eles me devolveram por volta de 1h da madrugada, no mesmo lugar em que me pegaram, depois, jogaram um foco de luz para que eu visse onde andava. A luz foi me acompanhando até o portão da chácara, no portão de madeira, de tramela. Após isso, eles sumiram, com o mesmo ruído de motor de geladeira. Nunca o disco encostou o chão”.
Enquanto esteve dentro do objeto ele não dormiu, não sentiu sono, nem fome ou sede. Relembra quando chegou em casa, “Cheguei no portão, entrei em casa. Meus pais estavam apavorados e queriam saber onde eu estava. Contei que tinha andando dentro de uma coisa. Meu pai me deu uns tapas no rosto, porque não acreditou. Contei detalhadamente aos meus pais e eles disseram que eu estava ficando louco. Fui dormir, estava cansado e nervoso com aquela coisa toda. Não comi nada”. Durante aquela noite, o senhor José Florêncio teve pesadelos, “Dava a impressão que eles estavam de retorno, para me pegar”, confessa. No dia seguinte, acordou pelas 9h, era um domingo, reclamou que dormira mal ao longo daquela noite.
Passados de 15 dias de sua experiência, José Florêncio foi internado na Santa Casa de Misericórdia de Campinas, com feridas pelo corpo. Elas surgiram de forma inexplicável, do ombro para baixo; nada na cabeça ou no rosto. Disse ele, “As feridas pareciam picadas de inseto. O médico disse que era amarelão e que havia vermes no meu corpo. Pareciam feridas de sarampo. As feridas coçavam; era ferida seca”.
Durante um período de 15 dias antes da internação, não sentiu fraqueza, o apetite, fezes, urina e seu sono permaneceram normais. Ele informa que foi para a Santa Casa, porque a sua mãe trabalhava como lavadeira no local e lá permaneceu internado por mais de um mês. Segundo ele, durante a internação “as feridas foram saindo, até que sumiram”. Durante a internação perdeu o apetite e comia pão, leite e maçã frita. Não ocorreu nenhuma alteração com os cabelos ou unhas. Junto com as feridas, teve frieira nos pés; tomou vermífugo e muitas Pílulas do Doutor Ross e Biotônico Fontoura, sendo atendido pelo doutor Roldão e Toledo.
Depois da recuperação, Florêncio informa que trabalhou na Santa Casa por mais quatro meses, ganhando mil réis por mês, na época da Revolução de 1932, quando ajudava a servir o café para os pacientes do hospital.


* José Carlos Rocha Vieira Júnior é professor de História e ufólogo desde 1974.

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