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29 de set de 2012


CABEÇA DE DEUS

Existe no Museu do Louvre, em Paris, a cabeça de um Deus.
Pensem nisso por um momento.
Cabeça... de... DEUS.
Independente de suas crenças, imagine-se você no final da Idade do Bronze, 3.612 anos atrás, no meio do deserto da Síria (mais especificamente em Jabbul), como um artista da civilização Amorita (fundadores da Babilônia) cuja função é representar seu Deus numa escultura. Já vimos representações de vários deuses do passado, muitas delas esdrúxulas, propositalmente extrapolando os limites do humano (e do bom-senso) para representar a METÁFORA visual do Ser, como nos deuses egípcios com corpo de homem e cabeça de animais (ou o contrário, no caso dos Sumérios). Os gregos procuraram representar seus deuses (muito adequadamente) com formas completamente humanas, já que seus mitos são bem humanos e servem mais como educação social do que religião. Pois bem: como artista, você sabe bem representar proporções, sabe fazer uma cabeça humana com tudo no seu devido local...

Cabeça humana, feita em basalto, encontrada no mesmo local
...mas você deve agora representar um certo Deus (e um Deus muito especial, pois, segundo o site do museu do Louvre, possui quatro "chifres" - riscos - no capacete). A uma primeira vista, esse Deus parece humano, ou ao menos uma caricatura humanizada. Mas quando você o olha de lado...
...temos uma imagem que é uma representação anatomicamente perfeita do que seria um réptil humanóide FUNCIONAL. Tão perfeita que parece ter sido copiada de uma produção de ficção científica tão realista que ganhou o Oscar de maquiagem: O Drac do filme "Inimigo Meu".
Claro, está faltando o nariz e (provavelmente) uma parte do queixo, o que vai torná-lo menos parecido com um Drac e talvez mais com um Skrull. Mas onde quero chegar? Bem, o artista que fez a cabeça de Deus parece ter usado de muita sutileza em sua concepção, ou seja, pareceu estar RETRATANDO algo, mais do que deixando sua imaginação voar. O Deus deles tinha DECIDIDAMENTE - na concepção daquele povo - olhos grandes e amendoados, um maxilar largo, maçãs do rosto saliente, orelhas grandes e uma cabeça alongada na parte posterior. É um design muito interessante, que aparece 300 anos depois em outro país, como a representação artística do Faraó egípcio Akhenaton e sua família.


  
Akhenaton foi o primeiro Rei Egípcio a concentrar todo o poder (político e religioso) na figura do Faraó, relegando aos sacerdotes um papel inferior ao instituir Aton como a única divindade que deveria ser cultuada, sendo o próprio faraó o único representante e mediador dessa divindade.
Ele foi representado de forma única na arte do egito, que é conhecida como "Arte Amarna". O aspecto que mais chama atenção são os crânios alongados dos membros da família real, orelhas gigantes e os olhos amendoados. Estudiosos acreditam se tratar de uma estilização (até porque em algumas esculturas ele aparece com seios e com características andróginas, como que para simbolizar o aspecto Pai/Mãe de Aton), mas são baseada num fato: os crânios de suas múmias são mesmo alongados, e membros finos e alongados. Não tanto quanto nas esculturas e desenhos, mas são. As maçãs do rosto são saltadas e o queixo proeminente. O que nos faz pensar: por que ressaltar tão proeminentemente essas características? Essa não era definitivamente uma característica egípcia, então de onde era? Sabe-se que a família mantinha laços consangúineos, e Tutankamon (o Faraó descendente) é filho de Akhenaton com a irmã dele (e possui crânio alongado também). A resposta pode estar aqui:

Considerando que a estátua do Louvre está sem nariz e PARECE que o queixo também pode estar quebrado, é possível ver uma semelhança entre os dois mesmo nos detalhes que sobraram
Seria Akhenaton um híbrido? Um verdadeiro descendente dos "deuses"? Não é bizarro supor que civilizações alienígenas estiveram entre nós no passado. As pirâmides já tinham mil anos quando Akhenaton se tornou Faraó. O berço da civilização se encontra na Mesopotâmia, de onde veio essa representação de um Deus sem nome e sem outro registro. Isso fica mais interessante quando sabemos que a mitologia Suméria nos diz que o Ser Humano foi desenvolvido pelos deuses a partir dos hominídeos inferiores que eles encontraram na Terra, pra poder trabalhar pra eles na extração de OURO que os deuses precisavam pra espalhar na atmosfera do seu PLANETA, a fim de conter o avanço de um fenômeno semelhante ao nosso efeito estufa. Mas, por que achar que a cultura mesopotâmica influenciou de tal maneira o Egito a ponto de uma raça de "semideuses" se instaurar como Faraós?
Vejamos: QUE era Aton? Aton era o Deus-Sol, que era representado por um disco solar com asas. Esse símbolo não foi inventado por Akhenaton. Ele já era usado associado à divindade Hórus de Edfu, que carrega o Sol (Rá). Logo Horus ficou associado ao Deus-Sol egípcio (que não tinha a preponderância no Panteão egípcio que Akhenaton deu depois). Não por acaso um dos títulos para os reis do Egito (além de Faraó) era justamente "Horus". E Akhenaton - cujo nome significa "O espírito de Aton" - era como o representante de Deus na Terra.

Exemplos de discos solares egípcios
Só que este é quase que exatamente o símbolo do Deus-Sol Sumério Shamash, que é quem entrega a Lei para Hamurabi na famosa pedra negra do Código de Hamurabi:
Shamash e seu símbolo estão associados à realeza não só com Rei Babilônio Hamurabi, mas também com o Rei Sumério Gilgamesh:

Gilgamesh entre dois homens-touro segurando Shamash. Pedra encontrada na Síria. Pode-se ver que é uma representação quase perfeita do Sol Alado que simboliza a AMORC (Ordem Rosacruz), especialmente no detalhe das escamas no topo das asas
Assim, temos um característico tipo físico que aparece como Deus entre os antigos babilônios, 300 anos depois emerge no Egito como um Deus-Faraó que revoluciona e unifica a religião em torno de um símbolo babilônico, é destronado pelos sacerdotes e tem seu descendente (Tutankamon) assassinado, enterrando de vez essas características, algumas das quais só reaparecerão nos anos 80, associadas a UFOs e abduções.

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